PONTO DE VISTA II

Continuando na questão do ponto de vista, encontrei no Creative Whack Pack duas cartas que reforçam este pensamento.

A primeira delas, a de número 6, argumenta a importância de mudarmos o nosso ponto de vista sobre determinado problema. O exemplo é um tanto quanto assustador…

“Há muito tempo atrás uma praga curiosa atingiu uma vila. Quando infectadas, suas vítimas entravam em uma coma como a morte, e muitos morriam em menos de um dia. O problema era que as pessoas da vila não conseguiam dizer se uma vítima estava viva ou morta. Depois de descobrir que alguém havia sido enterrado vivo, o conselho da cidade, alarmado, se reuniu. A maioria – esperando salvar vidas – votou para que comida e água fossem colocados em cada caixão. Outro grupo propôs uma solução mais barata: instalar uma estaca na tampa de cada caixão, diretamente sobre o coração da vítima. Fechado o caixão, não haveriam dúvidas quanto a condição de seu ocupante. O que diferenciava as duas soluções eram as perguntas usadas para encontrá-las. Enquanto o primeiro grupo se perguntou, “E se nós enterrarmos alguém vivo,” o segundo grupo perguntou, “Como podemos nos certificar de que todos que enterramos estejam mortos?”. Lembre-se: a segunda tentativa de resolver um mesmo problema deve vir de um lugar diferente. Como você pode mudar o seu ponto de vista?

Já a segunda carta, a de número 7, trata sobre o ponto de vista amplo, ou a visão geral necessária para pensarmos em um problema.

“Em 1866 um fazendeiro de Iowa assistiu a construção de uma ferrovia transcontinental próxima de seus campos. Depois de ver os trilhos instalados e uma locomotiva passando por eles, ele pensou, “Então é pra isso que a ferrovia serve: trilhos e trens”. O que ele não viu? Que ele poderia levar seus produtos a mais mercados mais rápido e, que uma vez lá, eles teriam que competir com produtos de muitos outros lugares. Que as pessoas poderiam viajar de costa a costa em menos de uma semana. Que mais ideias seriam compartilhadas, e que pessoas diferentes iriam se conhecer e casar. Ele viu o aço e as rodas, mas não as consequências. Quais as implicações mais amplas da sua ideia? Como ela se enquadra em uma visão geral?